Repertório

Como montar o repertório do coquetel de recepção

7 min de leituraEquipe Songs Casamentos

Entre o fim da cerimônia e a entrada na festa existe um intervalo que muita gente trata como detalhe: o coquetel. É nele que os convidados se reencontram, bebem alguma coisa, comem os primeiros salgados e esperam os noivos, que muitas vezes estão em fotos. A música desse período tem um trabalho próprio, diferente do da cerimônia e do da pista.

Qual é a função da música no coquetel?

Ela cumpre quatro papéis ao mesmo tempo:

  • Receber: dá o primeiro clima da festa e sinaliza que a cerimônia acabou e a comemoração começou.
  • Acompanhar a conversa: as pessoas se cumprimentam, apresentam parentes e conversam em pé. A música fica ao fundo, sem exigir atenção.
  • Cobrir o tempo das fotos: os noivos se ausentam, e a música mantém o ambiente vivo até a entrada deles.
  • Preparar a pista: o coquetel é a rampa de subida da energia, que depois chega à festa.

O erro mais comum é tratar o coquetel como uma festa em ponto pequeno. O público ainda não dançou, ainda não jantou e ainda não está pronto para um repertório animado.

Qual deve ser o volume e o andamento?

Volume: o teste prático é conversar em tom normal com alguém a dois passos do palco ou da caixa de som. Se precisar levantar a voz, está alto. Isso vale tanto para som ao vivo quanto para playlist. Um bom sinal de que está certo é ninguém reclamar de volume nem de silêncio.

Andamento: moderado, de caminhada tranquila a ritmo leve de bossa. Baladas muito lentas deixam o ambiente pesado, e músicas aceleradas demais já puxam para a pista. A graça está em variar dentro dessa faixa, sem trocar de clima de uma música para outra.

Dinâmica: evite solos longos e finais estridentes. A música precisa acompanhar o ambiente, e não atravessá-lo.

Que estilos funcionam no coquetel?

EstiloExemplos de títulos e artistasQuando funciona bem
Bossa novaGarota de Ipanema, Chega de Saudade, Corcovado (Tom Jobim)Quase sempre; é a base do coquetel brasileiro
MPBEu Sei Que Vou Te Amar (Tom Jobim e Vinicius), Oceano (Djavan), Velha Infância (Tribalistas)Quando os convidados têm idades variadas
JazzFly Me to the Moon (Frank Sinatra), La Vie en Rose (Édith Piaf), Take Five (Dave Brubeck Quartet)Locais mais sofisticados, com poucos convidados em pé
Pop instrumentalViva la Vida (Coldplay), Here Comes the Sun (Beatles), Perfect (Ed Sheeran)Quando o público é mais jovem
Clássicos internacionaisMoon River (Henry Mancini), What a Wonderful World (Louis Armstrong), Can't Help Falling in Love (Elvis Presley)Em qualquer público; são conhecidos de longe
RegionalAsa Branca (Luiz Gonzaga), O que é que a baiana tem (Dorival Caymmi)Quando o casal quer marcar a origem da festa

Um bom repertório mistura três ou quatro desses estilos, em vez de depender de um só. Quem toca precisa ler o público: se a mesa é de jovens, o pop instrumental sobe; se é de gente mais velha, MPB e bossa nova ocupam mais tempo.

Quais formações combinam com o coquetel?

  • Violão e voz: é a mais versátil. Cabe em qualquer espaço, dá calor ao ambiente e permite repertório de MPB e pop.
  • Teclado ou piano: bom para espaços fechados. Cobre bossa nova, jazz e música instrumental com facilidade.
  • Saxofone com base: acrescenta personalidade e fica ótimo em jazz e bossa nova, mas é um instrumento forte, então pede atenção ao volume.
  • Trio ou quarteto (voz, teclado, violão e sax, por exemplo): dá variedade de timbre e permite mudar de clima sem trocar de equipe.

Em locais abertos, o som precisa de reforço discreto e a distância entre a caixa e os convidados define o volume. Sobre estrutura de som, veja a página de sonorização para casamentos.

Quanto tempo dura o coquetel?

Depende do cronograma. Costuma ocupar o intervalo entre a saída da cerimônia e a abertura do jantar ou da pista, e o tempo das fotos dos noivos define boa parte dele. Se a cerimônia termina tarde ou as fotos demoram, o coquetel se alonga. Por isso, a equipe de música precisa de repertório de sobra e de um combinado com o cerimonial para saber quando encerrar.

O cronograma do casamento ajuda a calcular o tempo. Em geral, é melhor ter material para mais tempo e sair antes do que o contrário.

Como crescer a energia até a festa

Pense em três blocos, sem cortes bruscos entre eles:

  1. Abertura: suave. Instrumental ou voz baixa, com bossa nova e MPB conhecida. Dura enquanto os convidados chegam e se acomodam.
  2. Meio: andamento um pouco acima, com pop instrumental, clássicos internacionais e músicas que as pessoas cantarolam. É o bloco em que o ambiente está cheio e a conversa está animada.
  3. Ponte: músicas com ritmo mais marcado e refrões conhecidos, que preparam a pista. É a hora em que a entrada dos noivos ou do DJ/banda pode acontecer sem estranhamento.

A transição para a festa precisa estar combinada com quem assume. O guia como trabalhar com músicos e DJ no dia do casamento mostra como alinhar a passagem de bastão. Para ver como a música da cerimônia e a da recepção se encaixam, veja a página de música para festa e recepção.

Exemplos de listas

Listas servem de ponto de partida, nunca de roteiro fixo. Os títulos abaixo são conhecidos e fáceis de arranjar.

Abertura suave: Garota de Ipanema (Tom Jobim e Vinicius de Moraes), Moon River (Henry Mancini), Fly Me to the Moon, Corcovado, La Vie en Rose.

Meio: Eu Sei Que Vou Te Amar, Velha Infância (Tribalistas), Here Comes the Sun, Viva la Vida, Oceano (Djavan), Can't Help Falling in Love.

Ponte: Mas Que Nada (Jorge Ben Jor), Love on Top (Beyoncé), Marry You (Bruno Mars), Happy (Pharrell Williams), Evidências (Chitãozinho e Xororó).

O que evitar no coquetel

  • Volume alto de abertura: ninguém consegue conversar e o ambiente perde o acolhimento.
  • Repertório de pista logo no primeiro minuto: gasta a energia cedo e deixa a festa sem ter para onde crescer.
  • Músicas muito tristes ou densas: pesam o clima de uma hora que deveria ser leve.
  • Pausas longas entre as músicas: dão sensação de equipamento parado ou de erro técnico.
  • Montagem de equipamento à vista dos convidados: faça antes, na passagem de som.
  • Falta de combinado com o cerimonial: a música para ou muda no meio de um discurso, de uma foto de grupo ou de um anúncio.

Perguntas frequentes

O coquetel precisa de música ao vivo?

Não precisa, mas ajuda. Música ao vivo cria um clima mais caloroso e permite adaptar o repertório ao público no momento. Uma playlist bem pensada também funciona, desde que haja alguém responsável por volume e transições. Veja o artigo música ao vivo ou playlist na cerimônia para comparar.

Qual formação é mais indicada para um coquetel pequeno?

Voz e violão, ou teclado com voz, costumam bastar. Em espaço fechado e com poucos convidados, uma formação enxuta ocupa menos lugar e tem menos risco de volume excessivo.

Posso pedir músicas específicas ou deixo livre?

O ideal é combinar um conjunto de músicas obrigatórias e deixar a equipe completar o repertório conforme o público. Informar o que vocês não querem ouvir é tão útil quanto listar o que querem.

Quanto tempo de repertório preciso preparar?

Mais do que o previsto. Atrasos de fotos e de recepção são comuns, e a equipe precisa ter material para cobrir o tempo extra sem repetir músicas. Combine com o cerimonial um sinal para encerrar o coquetel.

Equipe Songs Casamentos

Assessoria musical de casamentos em Salvador, com especialização em cerimônias católicas. Conheça a Songs.

Fale com a Songs

Quer ajuda para colocar isso em prática no seu casamento?

A Songs planeja a música da cerimônia ao lado de você, do celebrante e do cerimonial. Conte a data e o local e receba uma proposta.

Pedido rápido

Esc
↑↓ navegarEnter abrirEsc fechar